
Na última quinta-feira (09/04), a AMATRA-2 realizou, no Edifício-Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), a solenidade de posse da Diretoria, do Conselho Fiscal, da Comissão Disciplinar e de Prerrogativas, bem como das demais comissões eleitas para o biênio 2026/2028.
O Juiz Diego Reis Massi foi reeleito e permanecerá à frente da presidência da Associação, ao lado dos(as) demais integrantes da nova diretoria.
Compuseram a mesa solene o presidente do TRT-2, Desembargador Valdir Florindo; a diretora de aposentados da Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), Juíza Maria Aparecida Norce Furtado, representando a presidência da entidade; a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Juíza Vanessa Ribeiro Mateus; a Procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em São Paulo, Vera Lúcia Carlos; e o secretário de Relações Institucionais perante a Justiça do Trabalho da OAB/SP, Felipe Meleiro Fernandes, representando a presidência.
A solenidade contou com a presença de Magistrados(as), representantes de associações, advogados(as), servidores(as) e familiares.
O evento também recebeu a apresentação do Coro Masculino do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Em discurso de posse, o presidente reeleito da AMATRA-2 agradeceu a todos(as) aqueles(as) que tornaram a primeira gestão vitoriosa, enaltecendo o Corpo Diretivo do TRT-2, a Diretoria da AMATRA-2 e as demais lideranças associativas, sobretudo da AMB e ANAMATRA.
Tratou ainda do momento crítico vivido pela Magistratura e pelo Poder Judiciário.
Apontou, com preocupação, um cenário de graves ameaças institucionais, como o avanço de medidas que podem esvaziar a competência da Justiça do Trabalho, ao se pretender liberar, de forma irrestrita, a “pejotização” e, ainda, transferir para a Justiça comum a atribuição de julgar processos envolvendo a temática.
Segundo ele, o fenômeno já se reflete na realidade concreta, com a multiplicação de vínculos precários travestidos de relações empresariais, fragilizando a proteção social do(a) trabalhador(a) e o próprio mecanismo de custeio da Previdência Social e do FGTS.
O presidente também chamou atenção para iniciativas que atingem diretamente garantias estruturantes da Magistratura, como a vitaliciedade e a irredutibilidade de vencimentos.
Criticou as mudanças recentes na política remuneratória da Magistratura, promovidas sem transição adequada e com impactos severos sobre a segurança jurídica e a confiança institucional.
Diante desse cenário, indagou o público presente: “A quem interessa um Judiciário fragilizado?”. “Exclusivamente a aqueles que descumprem a lei”, respondeu.
Alertou ainda que um Judiciário desvalorizado, sobrecarregado e desprotegido compromete o próprio Estado Democrático de Direito, “em que a observância da lei deve ser a tônica, ainda que de modo forçado, por exigência do Poder Judiciário, ao ser provocado pela parte lesada”.
Nesse ponto, reforçou que a responsabilidade pela preservação do Judiciário não é isolada, mas compartilhada por todos(as) os(as) atores(izes) do sistema de Justiça: “Somos nós aqui, de todos os braços do sistema de Justiça, que temos o dever de zelar pela integridade do Poder Judiciário e pela independência de seus membros.”
Encerrando sua manifestação, o presidente reafirmou o compromisso institucional da entidade: “A Magistratura não esmorecerá. E a AMATRA-2 seguirá lutando incansavelmente para a preservação da independência e dignidade dos seus Magistrados, zelando para que o Poder Judiciário siga entregando um serviço de excelência à sociedade.”
Veja a cerimônia na íntegra: https://www.youtube.com/live/zpYBOGxaG_g?si=lXpHNNhgd2W6t9u-.
Confira abaixo as fotos da cerimônia.



